segunda-feira, 30 de abril de 2012

Filme 1984 - George Orwell


Romance de George Orwell, sobre uma sociedade totalitária, no qual um homem, cujo trabalho diário é reescrever a história, renta se rebelar apaixonando-se. 
Este documentário é excelente, a visão de George Orwell está se tornando cada vez mais real na nossa sociedade, a manipulação está atingindo seu objetivo! As pessoas ultimamente só pensam em assistir futebol, ou assistir o ''Big Brother Brasil" os programas dominam a mente da pobre população alienada deste país e do mundo inteiro somente 3 ou 4% estão de olhos abertos para a VERDADE!!


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Emigração Brasileira



Mais de 100 mil brasileiro emigram todos os anos à procura de melhores condições de trabalho no mundo. O número global de emigrantes brasileiros ascende já a mais 2 milhões, calculando-se que perto de 33% estejam clandestinamente nos seus países de acolhimento (Dados de 2005). A emigração brasileira é um fenómeno relativamente recente e ocorre apenas a partir dos anos 70 do século XX. A partir dos anos 80, o brasileiro está a tornar-se num novo nómada do mundo, seguindo as pegadas dos portugueses.  
Paraguai. As primeiras vagas de imigrantes estão ligadas à expulsão dos campos de milhares de camponeses que se são literalmente empurrados para os países fronteiriços, como o Paraguai, onde o seu número não pára de aumentar. A emigração aumentou com a fundação de Cidade do Leste, mas sobretudo depois da abertura da Ponte entre a Foz do Iguaçu e esta cidade. A produção de soja foi outros factor de atracção de novos imigrantes. Ao longo da fonteira com o Brasil tem-se desenvolvido várias cidades constituídas maioritariamente por brasileiros (brasiguaios). Esta emigração de brasileiros chegou a ser incentivada na década de 70 pelo governo de Alfredo Strossner (presidente do Paraguai ente 1959-1989). A maioria destes imigrantes dedica-se à agricultura e está registada no Consulado do Brasil em Ciudad del Este (Cidade do Leste), junto à fronteira com o Brasil.  
Na última década o Paraguai tem vindo a adoptar uma série de medidas descriminatórias contra os brasileiros, nomeadamente no seu acesso à terra e aos estudos. Em 2002 foi aprovada uma lei que proibe numa faixa de 50Km da fronteira que qualquer estrangeiro possa adquirir terras.
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Paraguai: cerca de 500 mil emigrantes brasileiros (dados de 2006), o número de ilegais é também muito elevado.
Na década de 80 e 90, devido à crise económica em que o Brasil atravessa, a emigração dirige-se para três destinos privilegiados: EUA, Japão e Europa. Na Europa, vivem 350 mil brasileiros, a maioria dos em Portugal (dados de 2006).
EUA. O número de brasileiros não pára de aumentar, malgrado as brutais medidas que tem sido tomadas para impedir a sua entrada. É curioso constatar que muito estão a estabelecer-se em regiões e localidades com forte implantação de imigrantes portugueses. Cerca de 300 mil está na região de Nova York, 200 mil na região de Boston e mais 150 mil na Flórida. A Califórnia regista também um número expressivo  de  brasileiros: 25 mil estão registados no Consulado do Brasil em São Francisco e 17 mil no de Los Angeles (dados de 2004). A maioria destes imigrantes é oriunda de Minas Gerais, especialmente da região de Governador Valadares. Uma larga percentagem entrou nos EUA ilegalmente, sem visto, pela fronteira com o México. 
EUA800 mil emigrantes brasileiros, mais de metade são clandestinos (Dados de Julho de 2003).

Japão. A colónia de japoneses no Brasil, iniciada nos anos 20 do século XX, está hoje a servir meio para a circulação de novos migrantes mas em sentido contrário. Japão: 225 mil emigrantes (Dados de Julho de 2003) 
Portugal.  Durante séculos milhões de portugueses foram para o Brasil, agora muitos milhares brasileiros vêm para Portugal para trabalharem em todas as actividades. A comunidade brasileira é hoje muito diversificada em função do estatuto social de cada imigrante. A maioria exerce trabalhos indiferenciados e mal pagos, mas um grupo muito significativo desempenham alguns dos cargos mais bem pagos de Portugal. As mesmas clivagens sociais existentes no Brasil estão reproduzidas em Portugal.    
Portugal funciona para muitos imigrantes brasileiros como um porto de escala para outros destinos europeus, ou como porto de abrigo quando as coisas correm mal noutros lugares. Um quarto dos que vem para a Europa fixam-se em Portugal (dados de 2006). Para esta situação contribui uma língua e uma cultura comuns, para além de uma enorme comunidade brasileira residente em Portugal. Em 2004 passaram a constituir a maior comunidade de imigrantes do país, não tendo o seu número parado de aumentar. Portugal: Mais de 100 mil (85,567mil legais) em 2006 .
Itália. A Imigração brasileira para este país é muito recente, embora seja cada vez mais intensa. Em 2006, estimava-se que depois de Portugal, a Itália era já o país europeu com maior número de imigrantes brasileiros. Itália:  67,187 mil (Público, 6/10/2006).
Alemanha. Á semelhança do que acontece com Japão e Portugal, a antiga colónia alemã no Brasil está agora a funcionar como ponte para a emigração de milhares de brasileiros para este país. Alemanha: 60,5 mil emigrantes (Dados de Julho de 2003)
Espanha. Desde 2002 o número de imigrantes brasileiros não tem parado de aumentar. Neste ano contavam-se  24.036 imigrantes. No ano seguinte cerca de 30 mil, dos quais   apenas 18.146 tinham documentação legal. Em 2005 após o processo extraordinário de regularização, no qual foram legalizados 10.431 brasileiros, o seu número subiu para 50 mil, cerca de 40 mil ficaram legalizados. Espanha: c. 50 mil (Junho de 2005) 
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Grã-Bretanha. Desde o 11 de Setembro de 2001 que milhares de emigrantes brasileiros se dirigem para este destino, utilizando os meios legais e ilegais mais variados. Um dos recursos ilegais mais utilizados são passaportes portugueses falsos ou falsificados, assim como casamentos fictícios com portuguesas. A língua comum facilita o uso deste tipo de expedientes. Estes documentos falsos ou falsificados são produzidos e vendidos não apenas em Portugal, mas também na própria Grã-Bretanha, assim como em muitos outros países como a Espanha, França, India ou a Tailândia. Todas as semanas chegam ao consulado geral de Portugal em Londres cerca de 50 documentos falsos (Público, 11/6/2005). Depois dos brasileiros, são os angolanos os que mais recorrem a este tipo de documentos para entrarem na Grã-Bretanha. O número real de imigrantes brasileiros na Grã-Bretanha é algo que ninguém sabe, dado que muitos deles possuem "documentos" portugueses.     
Holanda. A situação parece ser aqui em tudo idêntica à que existe na Grã-Bretanha.  
Canadá. O número de emigrantes brasileiros não pára de aumentar. A sua localização parece coincidir com a da fixação das comunidades portuguesas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Emigração de brasileiros .

Emigração brasileira
Entre as décadas de 80 e 90, milhões de brasileiros deixaram o Brasil, promovidos por sucessivas crises econômicas que assombrava todos os habitantes e posteriormente pelo crescente número de desemprego causado pelo processo de globalização e de novas tecnologias que tiraram muitos postos de trabalho, então foram em busca de novas oportunidades e melhores condições de vida, direcionados a diversos países espalhados pelo mundo.

Os países que atraem os brasileiros são muitos, no entanto, os países desenvolvidos quase sempre são os principais destinos, porém basicamente três países absorvem aproximadamente 80% de todos emigrantes brasileiros no mundo, desse modo destacam-se respectivamente: Estados Unidos com aproximadamente 800.000 mil brasileiros, Paraguai com cerca de 455.000 mil e Japão com 254.000.

No Paraguai, existem os Brasiguaios, são brasileiros que exercem atividades agrícolas no país, principalmente na produção de soja, geralmente esses produtores detém um bom nível de vida. Nos últimos tempos, muitos brasileiros foram em busca de novas terras na Bolívia para o desenvolvimento da cultura da soja, atualmente vivem em território Boliviano pelo menos 1.000 famílias brasileiras.

Os Estados Unidos, principalmente nos anos 90, recebeu uma infinidade de brasileiros, esses desenvolvem atividades que requer pouca qualificação e que os próprios americanos se negam a executar, tarefas como: lavar pratos, limpezas de residências, construção de casas entre muitas outras, nesse caso são tarefas realizadas por brasileiros e imigrantes de outras origens.

O sonho americano continua, pois o fluxo migratório para esse país é extremamente intenso. As pessoas que decidem viver nos Estados Unidos antes precisam chegar ao país, o que não é fácil, uma vez que os vistos são bastante restritos, devido a isso muitos brasileiros pagam elevados valores em dólares para atravessar a fronteira entre o México e o país em questão, a travessia é clandestina, por isso oferece muitos riscos, como ser pego pelo serviço de migração norte-americana, ser preso e depois deportado, além de sofrer nas mãos de “coyotes” (pessoas que facilitam a entrada de imigrantes) e enfrentar os perigos do deserto. Nessa tentativa, muitos brasileiros contraem dívidas no Brasil, vendem suas casas, acreditando que ao começar a trabalhar poderão saná-las, embora nem sempre seja isso o que acontece, pois quando são pegos pelo serviço de imigração são deportados, desse modo ficam impossibilitados de pagar tais dívidas.

Em território Norte-Americano as cidades que mais atraem os brasileiros são Nova York, Boston e Miami.

Antes desse fluxo de brasileiros para os Estados Unidos, o lugar que mais recebia pessoas vindas do Brasil era o Japão, principalmente nos anos 80, o fato ocorreu a partir do momento que o Governo Japonês liberou a entrada de descendentes diretos no país, no entanto, não se tratou de uma atitude despretensiosa, pois na verdade o que realmente o governo pretendia era adquirir mão-de-obra com baixa qualificação e automaticamente com baixo custo, para desenvolver atividades na indústria, em sua maioria. Apesar das elevadas horas de trabalho, o remunerado possibilitava a ocorrência de dekasseguis (acumulação de recursos) e posteriormente esses brasileiros voltavam ao país com dinheiro, adquirindo seus próprios negócios e ajudando a família.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A MÁQUINA A VAPOR

Poucas invenções tiveram maior influência na história dos tempos modernos que a da máquina a vapor. Ao contrário do que geralmente se pensa, não foi a causa inicial da Revolução Industrial, mas sim, em parte, efeito desta.
O motor de James Watt, pelo menos, nunca se teria tornado realidade se não fosse a procura de uma fonte eficiente de energia para mover as pesadas máquinas já inventadas na indústria téxtil. Por outro lado, é indiscutível que o aperfeiçoamento da máquina a vapor promoveu um desenvolvimento mais rápido da industrialização. Deu uma nova importância à produção do carvão e do ferro; possibilitou uma revolução nos transportes; abriu oportunidades quase ilimitadas à aceleração das manufaturas, tornando as nações industrializadas as mais ricas e poderosas do mundo.
Antes do desenvolvimento da máquina a vapor, as reservas de energia estavam à mercê das variações atmosféricas. Durante as secas, a baixa dos rios podia forçar os moinhos a restringir suas atividades ou mesmo a suspendê-las por completo. Os navios, nas travessias do oceano, atrasavam-se semanas inteiras por falta de vento. Com a máquina a vapor haveria um fornecimento constante de energia, que poderia ser aproveitada quando necessário. Não é, portanto, exagero afirmar que a invenção de Watt assinalou o começo da era da força motriz.
As máquinas a vapor foram utilizadas na retirada de água que inundava as minas subterrâneas de ferro e carvão, na movimentação das maquinas de tecelagem,no funcionamento de navios e locomotivas. Atualmente, são utilizadas em reatores nucleares e no acionamento ou cogeração de energia, em usinas petroquímicas, navios, plataformas de petróleo.

Século XVIII e início do XIX : Thomas Newcomen, James Watt, e Robert Stirling (motores à vapor); Antoine Lavoisier (Química Moderna); Pascal (Mecânica dos Fluidos); Isaac Newton (Mecânica Clássica).

Máquina a vapor
Máquina a vapor
  

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Steve McCurry

Steve McCurry é um fotógrafo estadunidense da National Geographic, responsável pelo registro da famosa imagem da Menina Afegã, cujo rosto foi capa da revista e reconhecido por todo o mundo.
McCurry estudou cinematografia na Universidade do Estado da Pensilvânia - Estados Unidos - em 1968. No entanto acabou se formando em artes cênicas, graduando-se em 1974. Se interessou pela fotografia quando começou a produzir imagens para um jornal de sua universidade, chamado The Daily Collegian.
Steve começou a sua carreira de fotojornalista cobrindo a invasão soviética ao Afeganistão. McCurry utilizou vestimentas típicas para se disfarçar e esconder seu equipamento. Suas imagens estavam entre as primeiras do conflito e por isso foram largamente publicadas. Sua cobertura acabou ganhando a Medalha de Ouro Robert Capa de melhor reportagem fotográfica no exterior.
McCurry continuou a fotografar conflitos internacionais no Afeganistão e em outros países como Camboja, Filipinas, Líbano, além da guerra Irã-Iraque e a guerra do Golfo. Steve publicou suas fotos em revistas do mundo todo e contribui frequentemente para a revista National Geographic.

Henri Cartier-Bresson

Henri Cartier-Bresson (22 de agosto de 1908, Chanteloup-en-Brie, França — 2 de agosto de 2004, Cereste, França) foi um dos mais importantes fotógrafos do século XX, considerado por muitos como o pai do fotojornalismo.
Cartier-Bresson era filho de pais de uma classe média (família de industriais têxteis), relativamente abastada. Quando criança, ganhou uma câmera fotográfica Box Brownie, com a qual produziu inúmeros instantâneos. Sua obsessão pelas imagens levou-o a testar uma câmera de filme 35mm. Além disto, Bresson também pintava e foi para Paris estudar artes em um estúdio.
Em 1931, aos 22 anos, Cartier-Bresson viajou à África, onde passou um ano como caçador. Porém, uma doença tropical obrigou-o a retornar à França. Foi neste período, durante uma viagem a Marselha, que ele descobriu verdadeiramente a fotografia, inspirado por uma fotografia do húngaro Martin Munkacsi, publicada na revista Photographies (1931), mostrando três rapazes negros a correr em direção ao mar, no Congo.
Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, Bresson serviu o exército francês. Durante a invasão alemã, Bresson foi capturado e levado para um campo de prisioneiros de guerra. Tentou por duas vezes escapar e somente na terceira obteve sucesso. Juntou-se à Resistência Francesa em sua guerrilha pela liberdade.
Quando a paz se restabeleceu, Cartier-Bresson, em 1947, fundou a agência fotográfica Magnum junto com Bill Vandivert, Robert Capa, George Rodger e David Seymour "Chim". Começou também o período de desenvolvimento sofisticado de seu trabalho.
Revistas como a Life, Vogue e Harper's Bazaar contrataram-no para viajar pelo mundo e registrar imagens únicas. Da Europa aos Estados Unidos da América, da Índia à China, Bresson dava o seu ponto de vista especialíssimo.
Tornou-se também o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre. Fotografou os últimos dias de Gandhi e os eunucos imperiais chineses, logo após a Revolução Cultural.
Na década de 1950, vários livros com seus trabalhos foram lançados, sendo o mais importante deles "Images à la Sauvette", publicado em inglês sob o título "The Decisive Moment" (1952). Em 1960, uma megaexposição com quatrocentos trabalhos rodou os Estados Unidos em uma homenagem ao nome forte da fotografia.

David Seymour

David Seymour, também conhecido pelo pseudônimo de Chim, (20 de novembro de 1911 – 10 de novembro de 1956) foi um fotojornalista polonês radicado nos Estados Unidos.
Nasceu Dawid Szymin em Warsaw. Passou a interessar-se pela fotografia quando estudava em Paris. Começou a trabalhar como jornalista free-lancer em 1933.
Sua cobertura da Guerra Civil Espanhola, Checoslováquia e outros eventos europeus estabeleceu a sua reputação. Ele ficou particularmente conhecido pelo trato intenso que dava às pessoas retratadas em suas fotos, especialmente as crianças. Em 1939, documentou a viagem dos refugiados legalistas espanhóis para o México e estava em Nova York, quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu. Em 1940 ele se alistou no Exército dos Estados Unidos, servindo na Europa como um intérprete e fotógrafo durante a guerra. Tornou-se um cidadão naturalizado dos Estados Unidos em 1942, mesmo ano em que seus pais foram mortos pelos nazistas. Após a guerra, ele retornou à Europa para documentar a situação das crianças refugiadas para a recém-formada UNICEF.
Em 1947, Chim co-fundou a Agência Magnum de fotografia, juntamente com Robert Capa e Henri Cartier-Bresson, seus amigos que ele havia conhecido em Paris nos anos 1930. A fama de Chim por causa de suas fotos atraentes mostrando órfãos de guerra foi complementada por seu trabalho posterior no qual ele fotografou celebridades de Hollywood como Sophia Loren, Kirk Douglas, Ingrid Bergman e Joan Collins.
Após a morte de Robert Capa, em 1954, Chim se tornou presidente da Magnum Photos. Ocupou o cargo até 10 de novembro de 1956, quando ele foi metralhado (junto com o fotógrafo francês Jean Roy) por soldados egípcios, enquanto cobria o armistício da Guerra do Suez em 1956.

Serra Pelada foi o maior garimpo a céu aberto nos anos 80


Região do sul do Pará recebeu mais de 100 mil mineradores, que extraíram mais de 42 toneladas de ouro em uma década

A mineração em Serra Pelada, no sul do Pará, começou no início da década de 80. Com promessas de enriquecimento fácil por meio da extração de ouro, a área foi invadida por milhares de pessoas e rapidamente o local se tornou o maior garimpo a céu aberto do mundo.
O garimpo teve seu auge em 1983. Só naquele ano foram retiradas 14 toneladas de ouro do local, segundo registros oficiais. Na época, 100 mil homens escavavam a cratera aberta à mão no sudeste do Pará para "bamburrar" – ou enriquecer, na gíria dos garimpeiros.





O "formigueiro humano": na década de 1980, auge de Serra Pelada, mais de 100 mil homens trabalharam para retirar 42 toneladas da mina.
Existem muitas lendas em torno da descoberta do ouro em Serra Pelada. A mais aceita diz que um homem chamado Genésio Ferreira da Silva, antigo dono das terras da região, teria encontrado ouro ao cavar um buraco para fazer uma cerca no final da década de 70. A notícia se espalhou com a velocidade de um raio e em pouco tempo milhares de homens chegariam a Serra Pelada em busca de ouro.
Para tentar organizar o caos, o governo federal enviou para a região um coronel que havia combatido a guerrilha do Araguaia. Sebastião Rodrigues de Moura, conhecido como coronel Curió, encontrou mais de 40 mil homens garimpando quando chegou ao local. "Para controlar a situação, proibi a entrada de mulheres, bebidas alcoólicas e o uso ostensivo de armas", diz Curió .

O apelido do coronel Curió foi usado para dar nome à cidade de Curionópolis, que surgiu na região da Serra Pelada no início da mineração. Como crianças, mulheres e bebidas eram proibidos no garimpo, eles ficaram no caminho e acabaram dando origem à cidade, que atualmente tem cerca de 17 mil habitantes.
Após o auge na década de 80, a produção em Serra Pelada declinou e menos de 250 quilos de ouro foram extraídos em 1990. Em 1992, a mina foi desativada oficialmente com um decreto do ex-presidente Fernando Collor. O buraco que se formou com a exploração tem o formato de um feijão, 180 metros de profundidade e está cheio de água desde que o garimpo foi fechado.

 

domingo, 2 de outubro de 2011

Serra Pelada - 1980

Vila de Serra Pelada ainda reproduz carências dos anos 1980

Cerca de 6 mil vivem na localidade, que pertence a Curionópolis (18,2 mil).
Asfalto nunca chegou; esgoto corre a céu aberto e doenças proliferam.


Para chegar até a nova mina de Serra Pelada, é preciso percorrer 35 quilômetros de estrada de terra. (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)Estrada de terra que dá acesso a Serra Pelada
As casas de Serra Pelada ainda são as mesmas dos primeiros garimpeiros que chegaram à região. São barracos improvisados com pedaços de madeira. Ainda é possível encontrar placas em que se identificam os "dormitórios", como eram conhecidos os hotéis improvisados que abrigavam os garimpeiros.
Em 17 e 18 de agosto, o G1 esteve em Serra Pelada e mostra em uma série de reportagens o projeto e a estrutura da nova mina, o cotidiano da localidade e a esperança dos que ainda não desistiram do sonho de encontrar ouro.
Desde o início dos anos 1980, quando a busca pelo ouro teve início na região, Serra Pelada nunca recebeu uma camada de asfalto. Imensos buracos na rodovia BR-155 dificultam o acesso à localidade a partir de Marabá (PA). A visibilidade na estrada de terra é reduzida, em razão das queimadas na região.
Mas o asfalto ainda não está nos planos da empresa canadense Colussus, que, em parceria com a cooperativa dos garimpeiros, prepara a retomada da exploração de minério em Serra Pelada. Ao todo, a previsão de investimentos da empresa na região é de R$ 320 milhões até 2013.
"Vivemos a realidade da nossa região, e sabemos que eles precisam de ajuda. Fazemos a manutenção da estrada da localidade, mas não temos previsão de asfalto", diz o diretor-geral da Colossus no Brasil, Paulo de Tarso Serpa Fagundes.