sexta-feira, 25 de maio de 2012

Sobe e Desce, Compra e Venda - Bolsa de Valores

As bolsas de valores constituem no principal mercado de negociação dos capitais abertos e outros produtos do meio financeiro. O sobe e desce dos índices percentuais preocupa os empresários e os acionistas e o próprio governo, pois o mau ou o bom funcionamento das bolsas reflete de forma positiva ou negativa na economia de um país ou até mesmo no mercado mundial. Mas afinal, qual é o papel das bolsas de valores? 

Toda empresa precisa de capital (dinheiro) para realizar investimentos, uma boa alternativa constitui em recorrer aos bancos que emprestam o dinheiro sendo cobradas determinadas taxas de juros. Dependendo do valor, os bancos cobram juros altos tornando o empréstimo inacessível, impossibilitando o negócio. Quando uma empresa está diante de tal situação, a única forma é abrir seu capital no mercado de ações. As empresas podem ser limitadas (Ltda.) ou sociedade anônima (S.A.), quando uma empresa é limitada seu capital não é aberto, sendo as cotas pertencentes a uma pessoa ou a vários sócios. As sociedades anônimas são aquelas que suas cotas não pertencem a uma pessoa específica, ela está dividida em ações que podem ser transacionadas livremente. 

As bolsas de valores possuem papel fundamental no momento em que uma empresa abre seu capital, pois é ela quem vai gerir todo o negócio de venda e compra de ações. As cotas são divididas e, estabelecendo o preço das ações, poderão ser lançadas e vendidas no mercado. Vendidas as ações e debitados os devidos impostos, todo o dinheiro vai para a empresa. A empresa deve se comprometer a resguardar parte do lucro para dividir individualmente com as pessoas detentoras das ações da empresa, sendo que quem compra as ações passa a ser acionista da instituição. 

De posse das ações, os investidores procuram o melhor momento para vender suas ações ou comprar títulos de outras empresas. As bolsas regularizam tais negociações tornando-as seguras para quem compra e vende. Esse tipo de negócio possui vantagens e desvantagens, o sobe e desce dos índices podem gerar lucros ou prejuízos. O reflexo da bolsa em um determinado país consiste na seguinte situação, vamos supor um momento de crise econômica mundial: os bancos e investidores aplicam fortunas de olho no mercado mundial e no crescimento econômico, mas ao sentirem que o mercado está em crise os investidores começam a tirar o dinheiro do mercado, sem dinheiro as ações aumentam em quantidade e perdem valor, afetando diretamente o investidor e a própria empresa, que, dependendo da crise econômica, precisa cortar gastos e consequentemente demitir funcionários, aumentando os índices de desemprego. O mercado econômico é um ciclo bem complexo, uma atitude errada por parte do governo ou dos grandes investidores pode interromper o fluxo econômico mundial, provocando um efeito cascata. 

Podemos dizer que a bolsa é a melhor opção para diagnosticar sinais de crise ou ótimos momentos de investimento em ações, títulos de capitalização, poupança, imóveis, negócios imobiliários e constituição do negócio próprio. 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A crise do Capitalismo nos anos 1932

A grande crise do capitalismo nos anos 1932


- Crise de superprodução
- Crescimento acelerado da produção nos EUA
- Acumulação de estoques
- Baixa de preços
- Retrata dos capitais americanos no estrangeiro = Mundialização da crise
- Outubro de 1929 - Crash da bolsa de Nova Iorque - queda continuada do valor das ações
- Grande Depressão
- Falência de bancos e empresas
- Ruínas da classe média
- Desemprego = míscria dos trabalhadores

Respostas à crise


- Intervenção do Estado na economia
- Inglaterra- apoia as empresas industriais
- Proteção aos produtos britânicos
- EUA - New Deal - Criação de novos empregos
                              - melhoria de poder de compra dos trabalhadores
- França - governo da Frente Popular
- Nacionalização dos empregos
- Concessão de Direitos dos trabalhadores


terça-feira, 8 de maio de 2012

Crise de 1929

Em 1929, a crise se torna impossível! 
Para alguns países que se revelam imprevisíveis 
Com uma sociedade não desenvolvida, 
pelo desprezível poder dos EUA. 
Ele, impera o poder visível. 
Muitos perderam o que tinham 
Relacionada à inflação 
Que se desenvolveu com a depressão 
Que reduziram inúmeras empresas 
Com taxas de desemprego 
E dificuldades de produção. 
E o Brasil também foi afetado, 
na economia do café. 
As indústrias também foram atingidas. 
Mas, não pararam a produção 
Nasce uma crise de superprodução 
Os EUA se mantinha, 
enquanto a Alemanha crescia, 
e automaticamente se desenvolvia. 
Em busca de uma salvação. 
Samara Piassa

 Após a primeira guerra mundial (1918), os EUA eram o país mais rico do planeta. Além das fábricas de automóveis, os EUA também eram os maiores produtores de aço, comida enlatada, máquinas, petróleo, carvão….
Nos 10 anos seguintes, a economia norte-americana continuava crescendo causando euforia entre os empresários. Foi nessa época que surgiu a famosa expressão “American Way of Life” (Modo de Vida Americano). O mundo invejava o estilo de vida dos americanos.
A década de 20 ficou conhecida como os “Loucos Anos 20”. O consumo aumentou, a indústria criava, a todo instante, bens de consumo, clubes e boates viviam cheios e o cinema tornou-se uma grande diversão.
Os anos 20 foram realmente uma grande festa! Nessa época, as ações estavam valorizadas por causa da euforia econômica. Esse crescimento econômico (também conhecido como o “Grande Boom”) era artificial e aparente, portanto logo se desfez.
De 1920 até 1929, os americanos iludidos com essa prosperidade aparente, compraram várias ações em diversas empresas, até que no dia 24 de outubro de 1929, começou a pior crise econômica da história do capitalismo.
Vários fatores causaram essa crise:
Superprodução agrícola: formou-se um excedente de produção agrícola nos EUA, principalmente de trigo, que não encontrava comprador, interna ou externamente.
Diminuição do consumo: a indústria americana cresceu muito; porém, o poder aquisitivo da população não acompanhava esse crescimento. Aumentava o número de indústrias e diminuía o de compradores. Em pouco tempo, várias delas faliram.
Livre Mercado: cada empresário fazia o que queria e ninguém se metia.
Quebra da Bolsa de Nova York: de 1920 a 1929, os americanos compraram ações de diversas empresas. De repente o valor das ações começaram a cair. Os investidores quiseram vender as ações, mas ninguém queria comprar. Esse quadro desastroso culminou na famosa “Quinta-Feira Negra” (24/10/1929 – dia que a Bolsa sofreu a maior baixa da história).
Se o valor das ações de uma empresa está desabando, o empresário tem medo de investir capital nessa empresa. Se ele investe menos, produzirá menos; se produz menos, então, não há motivo para tantos empregados, o que levará o empresário a demitir o pessoal.
Muitos empresários não sobreviveram à crise e foram à falência, assim como vários bancos que emprestaram dinheiro não receberam de volta o empréstimo e faliram também.
A quebra da bolsa trouxe medo, desemprego e falência. Milionários descobriram, de uma hora para outra, que não tinham mais nada e por causa disso alguns se suicidaram. O número de mendigos aumentou.
A quebra da bolsa afetou o mundo inteiro, pois a economia norte-americana era a alavanca do capitalismo mundial. Para termos uma idéia, logo após a quebra da bolsa de Nova York, as bolsas de Londres, Berlin e Tóquio também quebraram.
A crise fez com que os EUA importassem menos de outros países, como conseqüência os outros países que exportavam para os EUA, agora estavam com as mercadorias encalhadas e, automaticamente, entravam na crise.
Em 1930, a crise se agravou. Em 1933, Roosevelt foi eleito presidente dos EUA e elaborou um plano chamado New Deal. O Estado passou a vigiar o mercado, disciplinando os empresários, corrigindo os investimentos arriscados e fiscalizando as especulações nas bolsas de valores.
Outra medida foi a criação de um programa de obras públicas. O governo americano criou empresas estatais e construiu estradas, praças, canais de irrigação, escolas, aeroportos, portos e habitações populares. Com isso, as fábricas voltaram a produzir e vender suas mercadorias. O desemprego também diminuiu. Além disso, o New Deal criou leis sociais que protegiam os trabalhadores e os desempregados.
Para acabar com a superprodução, o governo aplicava medidas radicais que não foram aceitas por muitas pessoas: comprava e queimava estoques de cereais, ou então, pagava aos agricultores para que não produzissem.
O New Deal alcançou bons resultados para a economia norte-americana.
Essa terrível crise que atravessou a década ficou conhecida como Grande Depressão.
Os efeitos econômicos da depressão de 30 só foram superados com o inicio da Segunda Guerra Mundial, quando o Estado tomou conta de fato sobre a economia ajudando a ampliar as exportações. A guerra foi então, uma saída natural para a crise do sistema capitalista.
Na década de 30, ocorreu a chamada “Política de Agressão (dos regimes totalitários – Alemanha, Itália e Japão) e Apaziguamento das Democracias Liberais (Inglaterra e França)”.
A política de agressão culminou em 1939 quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia dando por iniciada a Segunda Grande Guerra.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Anti - Semitismo

O anti-semitismo é uma forma de hostilizar judeus e árabes, sem nenhum motivo a não ser o ódio, principalmente contra os judeus, cujo termo semita foi criado especialmente para se referir a eles.
No decorrer da história, os perseguidos foram tratados de diferentes formas, nas diferentes épocas: no Mundo Antigo, na Idade Média e nos Tempo Modernos.
No Mundo Antigo, eram tratados com frieza. Os gregos, os romanos  e os babilônios queriam impor seu domínio, seu idealismo e seus valores, como culto ao homem e seus tributos físicos aos prazeres mundanos. Eles tentaram expulsar Deus da vida dos judeus, proibindo-os de praticar seus cultos religiosos e até destruindo alguns de seus templos.
Na Idade Média, a Igreja Católica, através das Cruzadas  (primeira grande manifestação do anti-semitismo medieval), e a inquisição foram as maiores patrocinadoras desse profundo ódio e total intolerância aos judeus. Elas queriam impor seus ideais e suas crenças como a única opção entre viver ou morrer ( na fogueira foram queimados volumes de livrossagrados e milhares de judeus perseguidos foram jogados às chamas, assistidos pelo povo, que testemunhava esse ato de crueldade). A Igreja acreditava que eles eram responsáveis pela morte de Jesus Cristo.
Em Tempos Modernos, o anti-semitismo só apareceu a partir do século XIX, junto aos ideais nazistas. O Nazismo, que abraçou a Alemanha e levou multidões ao desejo fanático e insaciável de criar uma “raça pura” movidas pelas idéias de um único homem, Adolf Hittler, que foi capaz de exterminar milhões de judeus, além de negros, ciganos,etc. Mas só a morte não era o bastante. Antes de matá-los, os nazistas os torturavam ao longo dos infinitos corredores da morte, entre o caminho que os levava dos vagões de trem até os campos de concentração, às filas para o banho (câmaras de gás) e às experiências jamais imaginadas por um ser humano que outro ser humano fosse capaz de realizar com seus semelhantes.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Filme 1984 - George Orwell


Romance de George Orwell, sobre uma sociedade totalitária, no qual um homem, cujo trabalho diário é reescrever a história, renta se rebelar apaixonando-se. 
Este documentário é excelente, a visão de George Orwell está se tornando cada vez mais real na nossa sociedade, a manipulação está atingindo seu objetivo! As pessoas ultimamente só pensam em assistir futebol, ou assistir o ''Big Brother Brasil" os programas dominam a mente da pobre população alienada deste país e do mundo inteiro somente 3 ou 4% estão de olhos abertos para a VERDADE!!


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Emigração Brasileira



Mais de 100 mil brasileiro emigram todos os anos à procura de melhores condições de trabalho no mundo. O número global de emigrantes brasileiros ascende já a mais 2 milhões, calculando-se que perto de 33% estejam clandestinamente nos seus países de acolhimento (Dados de 2005). A emigração brasileira é um fenómeno relativamente recente e ocorre apenas a partir dos anos 70 do século XX. A partir dos anos 80, o brasileiro está a tornar-se num novo nómada do mundo, seguindo as pegadas dos portugueses.  
Paraguai. As primeiras vagas de imigrantes estão ligadas à expulsão dos campos de milhares de camponeses que se são literalmente empurrados para os países fronteiriços, como o Paraguai, onde o seu número não pára de aumentar. A emigração aumentou com a fundação de Cidade do Leste, mas sobretudo depois da abertura da Ponte entre a Foz do Iguaçu e esta cidade. A produção de soja foi outros factor de atracção de novos imigrantes. Ao longo da fonteira com o Brasil tem-se desenvolvido várias cidades constituídas maioritariamente por brasileiros (brasiguaios). Esta emigração de brasileiros chegou a ser incentivada na década de 70 pelo governo de Alfredo Strossner (presidente do Paraguai ente 1959-1989). A maioria destes imigrantes dedica-se à agricultura e está registada no Consulado do Brasil em Ciudad del Este (Cidade do Leste), junto à fronteira com o Brasil.  
Na última década o Paraguai tem vindo a adoptar uma série de medidas descriminatórias contra os brasileiros, nomeadamente no seu acesso à terra e aos estudos. Em 2002 foi aprovada uma lei que proibe numa faixa de 50Km da fronteira que qualquer estrangeiro possa adquirir terras.
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Paraguai: cerca de 500 mil emigrantes brasileiros (dados de 2006), o número de ilegais é também muito elevado.
Na década de 80 e 90, devido à crise económica em que o Brasil atravessa, a emigração dirige-se para três destinos privilegiados: EUA, Japão e Europa. Na Europa, vivem 350 mil brasileiros, a maioria dos em Portugal (dados de 2006).
EUA. O número de brasileiros não pára de aumentar, malgrado as brutais medidas que tem sido tomadas para impedir a sua entrada. É curioso constatar que muito estão a estabelecer-se em regiões e localidades com forte implantação de imigrantes portugueses. Cerca de 300 mil está na região de Nova York, 200 mil na região de Boston e mais 150 mil na Flórida. A Califórnia regista também um número expressivo  de  brasileiros: 25 mil estão registados no Consulado do Brasil em São Francisco e 17 mil no de Los Angeles (dados de 2004). A maioria destes imigrantes é oriunda de Minas Gerais, especialmente da região de Governador Valadares. Uma larga percentagem entrou nos EUA ilegalmente, sem visto, pela fronteira com o México. 
EUA800 mil emigrantes brasileiros, mais de metade são clandestinos (Dados de Julho de 2003).

Japão. A colónia de japoneses no Brasil, iniciada nos anos 20 do século XX, está hoje a servir meio para a circulação de novos migrantes mas em sentido contrário. Japão: 225 mil emigrantes (Dados de Julho de 2003) 
Portugal.  Durante séculos milhões de portugueses foram para o Brasil, agora muitos milhares brasileiros vêm para Portugal para trabalharem em todas as actividades. A comunidade brasileira é hoje muito diversificada em função do estatuto social de cada imigrante. A maioria exerce trabalhos indiferenciados e mal pagos, mas um grupo muito significativo desempenham alguns dos cargos mais bem pagos de Portugal. As mesmas clivagens sociais existentes no Brasil estão reproduzidas em Portugal.    
Portugal funciona para muitos imigrantes brasileiros como um porto de escala para outros destinos europeus, ou como porto de abrigo quando as coisas correm mal noutros lugares. Um quarto dos que vem para a Europa fixam-se em Portugal (dados de 2006). Para esta situação contribui uma língua e uma cultura comuns, para além de uma enorme comunidade brasileira residente em Portugal. Em 2004 passaram a constituir a maior comunidade de imigrantes do país, não tendo o seu número parado de aumentar. Portugal: Mais de 100 mil (85,567mil legais) em 2006 .
Itália. A Imigração brasileira para este país é muito recente, embora seja cada vez mais intensa. Em 2006, estimava-se que depois de Portugal, a Itália era já o país europeu com maior número de imigrantes brasileiros. Itália:  67,187 mil (Público, 6/10/2006).
Alemanha. Á semelhança do que acontece com Japão e Portugal, a antiga colónia alemã no Brasil está agora a funcionar como ponte para a emigração de milhares de brasileiros para este país. Alemanha: 60,5 mil emigrantes (Dados de Julho de 2003)
Espanha. Desde 2002 o número de imigrantes brasileiros não tem parado de aumentar. Neste ano contavam-se  24.036 imigrantes. No ano seguinte cerca de 30 mil, dos quais   apenas 18.146 tinham documentação legal. Em 2005 após o processo extraordinário de regularização, no qual foram legalizados 10.431 brasileiros, o seu número subiu para 50 mil, cerca de 40 mil ficaram legalizados. Espanha: c. 50 mil (Junho de 2005) 
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Grã-Bretanha. Desde o 11 de Setembro de 2001 que milhares de emigrantes brasileiros se dirigem para este destino, utilizando os meios legais e ilegais mais variados. Um dos recursos ilegais mais utilizados são passaportes portugueses falsos ou falsificados, assim como casamentos fictícios com portuguesas. A língua comum facilita o uso deste tipo de expedientes. Estes documentos falsos ou falsificados são produzidos e vendidos não apenas em Portugal, mas também na própria Grã-Bretanha, assim como em muitos outros países como a Espanha, França, India ou a Tailândia. Todas as semanas chegam ao consulado geral de Portugal em Londres cerca de 50 documentos falsos (Público, 11/6/2005). Depois dos brasileiros, são os angolanos os que mais recorrem a este tipo de documentos para entrarem na Grã-Bretanha. O número real de imigrantes brasileiros na Grã-Bretanha é algo que ninguém sabe, dado que muitos deles possuem "documentos" portugueses.     
Holanda. A situação parece ser aqui em tudo idêntica à que existe na Grã-Bretanha.  
Canadá. O número de emigrantes brasileiros não pára de aumentar. A sua localização parece coincidir com a da fixação das comunidades portuguesas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Emigração de brasileiros .

Emigração brasileira
Entre as décadas de 80 e 90, milhões de brasileiros deixaram o Brasil, promovidos por sucessivas crises econômicas que assombrava todos os habitantes e posteriormente pelo crescente número de desemprego causado pelo processo de globalização e de novas tecnologias que tiraram muitos postos de trabalho, então foram em busca de novas oportunidades e melhores condições de vida, direcionados a diversos países espalhados pelo mundo.

Os países que atraem os brasileiros são muitos, no entanto, os países desenvolvidos quase sempre são os principais destinos, porém basicamente três países absorvem aproximadamente 80% de todos emigrantes brasileiros no mundo, desse modo destacam-se respectivamente: Estados Unidos com aproximadamente 800.000 mil brasileiros, Paraguai com cerca de 455.000 mil e Japão com 254.000.

No Paraguai, existem os Brasiguaios, são brasileiros que exercem atividades agrícolas no país, principalmente na produção de soja, geralmente esses produtores detém um bom nível de vida. Nos últimos tempos, muitos brasileiros foram em busca de novas terras na Bolívia para o desenvolvimento da cultura da soja, atualmente vivem em território Boliviano pelo menos 1.000 famílias brasileiras.

Os Estados Unidos, principalmente nos anos 90, recebeu uma infinidade de brasileiros, esses desenvolvem atividades que requer pouca qualificação e que os próprios americanos se negam a executar, tarefas como: lavar pratos, limpezas de residências, construção de casas entre muitas outras, nesse caso são tarefas realizadas por brasileiros e imigrantes de outras origens.

O sonho americano continua, pois o fluxo migratório para esse país é extremamente intenso. As pessoas que decidem viver nos Estados Unidos antes precisam chegar ao país, o que não é fácil, uma vez que os vistos são bastante restritos, devido a isso muitos brasileiros pagam elevados valores em dólares para atravessar a fronteira entre o México e o país em questão, a travessia é clandestina, por isso oferece muitos riscos, como ser pego pelo serviço de migração norte-americana, ser preso e depois deportado, além de sofrer nas mãos de “coyotes” (pessoas que facilitam a entrada de imigrantes) e enfrentar os perigos do deserto. Nessa tentativa, muitos brasileiros contraem dívidas no Brasil, vendem suas casas, acreditando que ao começar a trabalhar poderão saná-las, embora nem sempre seja isso o que acontece, pois quando são pegos pelo serviço de imigração são deportados, desse modo ficam impossibilitados de pagar tais dívidas.

Em território Norte-Americano as cidades que mais atraem os brasileiros são Nova York, Boston e Miami.

Antes desse fluxo de brasileiros para os Estados Unidos, o lugar que mais recebia pessoas vindas do Brasil era o Japão, principalmente nos anos 80, o fato ocorreu a partir do momento que o Governo Japonês liberou a entrada de descendentes diretos no país, no entanto, não se tratou de uma atitude despretensiosa, pois na verdade o que realmente o governo pretendia era adquirir mão-de-obra com baixa qualificação e automaticamente com baixo custo, para desenvolver atividades na indústria, em sua maioria. Apesar das elevadas horas de trabalho, o remunerado possibilitava a ocorrência de dekasseguis (acumulação de recursos) e posteriormente esses brasileiros voltavam ao país com dinheiro, adquirindo seus próprios negócios e ajudando a família.